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    Conceitos e usos das plantas medicinais:

    As plantas medicinais desempenham um papel fundamental na história da humanidade, sendo utilizadas desde tempos ancestrais como fonte de cura, prevenção de doenças e manutenção do bem-estar. Seu uso está profundamente ligado aos saberes tradicionais, transmitidos de geração em geração, especialmente por meio  das práticas cotidianas e da vivência comunitária. Esses conhecimentos não apenas revelam a relação íntima entre os seres humanos e a natureza, mas também demonstram como as plantas carregam significados culturais, espirituais e energéticos.

    No vídeo assistido, Ofélia Salazar destaca a importância desses conhecimentos ancestrais e ressalta que as plantas possuem energia própria, capaz de contribuir para a cura do corpo e do espírito. Para ela, o uso das plantas medicinais vai além de uma prática terapêutica, sendo também uma forma de conexão com a natureza e com os saberes herdados dos antepassados. Essa visão reforça o entendimento de que a medicina tradicional não se limita à ação química das plantas, mas envolve também aspectos culturais e simbólicos.

    Outro relato importante apresentado é um que afirma que as plantas medicinais “são a cura”, aprendizado que recebeu de sua avó. Em sua região, onde não há posto de saúde, essas plantas se tornam uma alternativa essencial para o tratamento de enfermidades. Além de serem utilizadas no cuidado com a saúde, os remédios naturais também são produzidos para a venda, contribuindo para a geração de renda da comunidade. Esse contexto evidencia a relevância social e econômica das plantas medicinais, especialmente em locais com acesso limitado aos serviços de saúde.

    Ainda nesse cenário, destaca-se o uso de flores e outras partes das plantas na alimentação, o que remete à importância das PANCs — Plantas Alimentícias Não Convencionais. Muitas vezes, consome-se apenas uma parte da planta, enquanto outras, igualmente nutritivas, são ignoradas. O uso das PANCs amplia a diversidade alimentar e reforça a necessidade de valorizar conhecimentos tradicionais sobre o aproveitamento integral das plantas.

    Alzimira Marques também contribui para essa discussão ao destacar a utilização de chás feitos a partir de cascas de árvores, ressaltando sua eficácia no tratamento de diversas doenças. Seu relato demonstra que não apenas as folhas, mas outras partes das plantas — como cascas, raízes, sementes e flores — são amplamente utilizadas na medicina tradicional, cada uma com funções específicas e comprovada eficiência dentro do saber popular.

    Outro exemplo significativo é o de Maria Luiza, parteira de Mazagão Velho, que aprofundou seu conhecimento sobre o potencial das plantas medicinais por meio dos ancestrais e da prática de seu ofício. Ela destaca que cada planta possui um tempo e uma eficácia específicos, sendo utilizadas de maneira diferente antes, durante e após o parto. Esse saber evidencia a precisão e o cuidado presentes no uso tradicional das plantas, especialmente no contexto da saúde da mulher e do nascimento.

    Por fim, os vídeos ressaltam que os saberes sobre as plantas medicinais são compartilhados entre as pessoas, fortalecendo os laços comunitários e garantindo a continuidade desses conhecimentos. Também é destacada a necessidade de inserir essa temática nas escolas, reconhecendo que as plantas medicinais possuem grande importância tanto no âmbito comunitário quanto no científico. Valorizar esses saberes é essencial para preservar a cultura, promover a saúde e incentivar o diálogo entre o conhecimento tradicional e o conhecimento acadêmico.

    Acadêmica: Juliane vitoria Afonso

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